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9 de out de 2013

Cinema - Homenagem / NORMA BENGELL / * 21 /02 /1935 - RJ + 09/10/2013 - RJ




A atriz e cineasta Norma Bengell, de 78 anos, morreu por volta das 3h desta quarta-feira (9). Ela estava internada no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) do Hospital Rio-Laranjeiras, unidade Bambina, em Botafogo, na Zona Sul do Rio. O corpo da atriz será velado no Cemitério São João Batista, em Botafogo, a partir das 18h desta quarta. A cremação está marcada para às 14h de quinta-feira (10) no Cemitério do Caju, na Zona Portuária.
Norma foi hospitalizada no último sábado (5). Ela enfrentava problemas respiratórios havia seis meses, desde quando médicos diagnosticaram um câncer no pulmão direito. "Como ela era muito requisitada pelo mundo todo, a gente quase não tinha contato. Depois que ela adoeceu é que eu tomei um pouco mais a frente da situação", afirmou Egiberto Guimarães Costa, de 45 anos, primo de Norma, destacando que nos últimos anos ela morava com uma cuidadora em Copacabana, na Zona Sul do Rio. Ainda de acordo com ele, Norma não tinha filhos e era viúva. Ela foi casada com o ator italiano Gabrielle Tinti. A intenção da família é que o corpo seja cremado.

Nascida em 21 de fevereiro de 1935 no Rio de Janeiro, Norma Bengell é uma das atrizes fundamentais do cinema brasileiro.  

Vedete de sucesso da trupe de Carlos Machado, modelo e cantora, Norma Bengell teve estreia apoteótica no cinema fazendo cover de Brigitte Bardot e seduzindo Oscarito no clássico da chanchada O homem do sputinik, de Carlos Manga, em 1959.
Em 1962, dois marcos em sua carreira e no cinema nacional: o escândalo com o primeiro nu frontal na história do cinema brasileiro na obra-prima de Ruy Guerra, Os cafajestes; e a prostituta Marli no único filme até agora vencedor da Palma de Ouro em Cannes, O pagador de promessas, de Anselmo Duarte. 


Do Festival Norma já ficou na Europa, onde trabalhou em filmes na Itália, nos Estados Unidos e na França – onde também atuou no teatro. 
Ao voltar para o Brasil protagonizou outra obra-prima que causou polêmica, Noite vazia, de Walter Hugo Khouri, ao lado de Odete Lara.

Depois do auto-exilio na França, Norma Bengell deu seqüência a uma bem-sucedida carreira brasileira e brilhou em filmes de cineastas de diferentes escolas. 
Estreia na produção de longas com o filme Abismu, de Rogério Sganzerla, em 1970. 
Com diretores do Cinema Marginal, além de Abismu, atua em O anjo nasceu e Tabu, de Júlio Bressane; com diretores do Cinema Novo em A idade da terra, de Glauber Rocha, Os deuses e os mortos, de Ruy Guerra, e A casa assassinada, de Paulo César Saraceni,; com novos cineastas na época em seus primeiros filmes Mar de rosas, de Ana Carolina, e A cor do seu destino, de Jorge Duran. 

Norma Bengell chegou também a gravar discos como cantora: Oh norma! e Norma canta mulheres são títulos de dois de seus trabalhos. 
Norma Bengell é mais uma das atrizes que se enveredaram para a direção. Sua primeira incursão como diretora se deu ainda na década de 70, com o curta-metragem Maria gladys, uma atriz brasileira, realizado em 1979, em que assina a direção e o roteiro. 
No mesmo ano escreve e dirige outro curta, Barco de Iansã, em que focaliza uma festa de candomblé no Rio de Janeiro. Em 1980, ela escreve e dirige seu terceiro curta, Maria da penha, sobre o universo das creches para meninos abandonados. 
Em 1987, Norma Bengell estreia no formato longa-metragem levando para as telas a vida de Patrícia Galvão, musa do Modernismo, em Eternamente pagú, protagonizado por Carla Camurati 
Em 1996 realiza seu segundo longa, O guarani, que tem no elenco Márcio Garcia, Tatiana Issa, Glória Pires, Herson Capri e Marco Ricca - com esse filme, enfrenta processos com a justiça envolvendo desvio de dinheiro público.
Norma Bengell entra os anos 2000 voltando ao formato documentário com Infinitivamente guiomar Novaes, realizado em 2003. 
Na televisão, atuou em produções como a minissérie Parabéns pra você (1983), e o seriadoToma lá da cá (2008/2009).
Filmografia
O homem do sputinik, 1959, Carlos Manga
Conceição, 1960, Hélio Souto
Mulheres e milhões, 1961, Jorge Ileli
Sócio do alcova, 1961, George M. Cahan
Os cafajestes, 1962, Ruy Guerra
O pagador de promessas, 1962, Anselmo Duarte
Noite vazia, 1964, Walter Hugo Khouri
As cariocas, 1966, episódio de Fernando de Barros
Mar corrente, 1967, Luiz Paulino dos Santos
A espiã que entrou em fria, 1967, Sanin Cherques
Edu, coração de ouro, 1967, Domingos de Oliveira
Juventude e ternura, 1968, Aurélio Teixeira
Desesperato, 1968, Sérgio Bernardes Filho
Antes, o verão, 1968, Gerson Tavares
O anjo nasceu, 1969, Júlio Bressane
Os deuses e os mortos, 1970, Ruy Guerra
Palácio dos anjos, 1970, Walter Hugo Khouri
Abismu, 1970, Rogério Sganzerla – atriz e produtora
A casa assassinada, 1971, Paulo César Saraceni
Paixão na praia, 1971, Alfredo Sternheim
As confissões de frei abóbora, 1971, Braz Chediak
O capitão bandeira contra o doutor moura Brasil, 1971, Antônio Calmon
O demiurgo, 1972, Jorge Mautner
Assim era a atlântida, 1975, Carlos Manga
Paranóis, 1976, Antonio Calmon
Mar de rosas, 1977, Ana Carolina
Mulheres de cinema, 1978, média, Ana Maria Magalhães
Na boca do mundo, 1978, Antônio Pitanga
A idade da terra, 1980, Glauber Rocha
Eros, o deus do amor, 1981, Walter Hugo Khouri
Abrigo nuclear, 1981, Roberto Pires
Rio babilônia, 1982, Neville D´Almeida
Tensão no rio, 1982, Gustavo Dahl
Tabu, 1982, Júlio Bressane
O filho adotivo, 1984, Deni Cavalcanti
Fonte da saudade, 1985, Marco Altberg
A cor do seu destino, 1986, Jorge Duran
A mulher fatal encontra o homem ideal, 1987, curta, Carla Camurati
Eternamente pagu, 1987, Norma Bengell - diretora, roteirista e atriz
Vagas para moças de fino trato, 1993, Paulo Thiago
O guarani, 1996, Norma Bengell - diretora e produtora;
Banquete, 2002, curta, Marcelo Laffitte
Glauber, o filme, labirinto do Brasil, 2003, Sílvio Tendler
Infinitivamente guiomar novaes, 2003, Norma Bengell - diretora

Mulheres do Cinema Brasileiro - Mulheres

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