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26 de jun de 2012

Especial / Gilberto Gil

A primeira coisa que me vêm a mente quando penso em Gilberto Gil é DOMINGO NO PARQUE.
Eu era garoto, mas lembro bem daquele momento. A música falava de algumas coisas que faziam parte do meu universo e do universo de muitos garotos da minha idade – um domingo no parque. Até hoje, apesar da internet, posso afirmar que a garotada não dispensa um domingo no parque: a roda gigante, pipoca, algodão doce e por incrível que possa parecer até mesmo o som daquele “terrível” alto-falante onde tem sempre alguém oferecendo uma canção a outro alguém como prova de sincera amizade ou mesmo como prova de amor. (Huayrãn Ribeiro)
O texto abaixo foi extraído do Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira
Até os nove anos de idade viveu com o pai, o médico José Gil Moreira, e a mãe, a professora primária Claudina, na cidade de Ituaçu, no interior da Bahia, para onde foi com vinte dias de nascido. De volta a Salvador, foi morar na casa de sua tia Margarida, e passou a freqüentar a Academia Regina, onde teve aulas de acordeom. Estudou o instrumento por quatro anos, tendo neste período formado o grupo Bando Alegre com colegas do colégio Nossa Senhora da Vitória, onde estudava. Mais tarde, formou também o grupo Os Desafinados. Freqüentou programas da Rádio Excelsior, onde se reuniam acordeonistas nordestinos. Lá conheceu Sivuca e Hermeto Pascoal. Em 1961, foi presenteado por sua mãe com um violão, instrumento que veio a executar com muita personalidade. Teve como influência musical as canções típicas do sertão baiano, como as cantorias dos cegos e violeiros de feiras e os dobrados tocados pelas bandinhas em festas religiosas. Os discos de Francisco Alves, Orlando Silva, Dorival Caymmi e Luiz Gonzaga, transmitidos pelo serviço de alto-falantes, típicos em cidades interioranas, também faziam parte de seu universo sonoro. Mais tarde, passou a ouvir também Garoto, Johnny Alf, Lúcio Alves, além de João Gilberto, divisor de águas na vida musical de muitos dos grandes nomes da MPB: "Quando o João Gilberto apareceu, eu disse: 'Taí o que eu queria'. E entrei na bossa nova com ele." (Encarte do disco "Gilberto Gil", da série "História da MPB - grandes compositores" - Abril Cultural). Paralelamente à música, prestou vestibular e ingressou no curso de Administração de Empresas. Formou-se em 1964 pela Universidade Federal da Bahia, ano em que se casou com Belina, com quem teve as filhas Nara Gil e Marília. Seu primeiro emprego foi na Alfândega, em Salvador. Logo após sua formatura, foi morar em São Paulo, onde passou a trabalhar na multinacional Gessy-Lever. Nos fins de semana cantava no Bar Bossinha, complementando seu salário com os 30 cruzeiros ganhos por noite. Foi casado ainda com Nana Caymmi e Sandra Gadelha, com quem teve os filhos Pedro Gil - que chegou a ser baterista da banda do pai, mas morreu prematuramente em acidente de automóvel no Rio de Janeiro em 1990 -, Preta e Maria. Mais tarde, casou-se com Flora, para quem dedicou a música homônima, e que lhe deu os filhos Isabela, Bem e José Gil.

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