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28 de out de 2012

Especial / Gal Costa


A maior cantora do Brasil. Finalmente estou tendo a oportunidade de prestar uma simples, porém verdadeira, homenagem a uma cantora que sempre me encantou. Confesso que cheguei a me apaixonar pela sua voz, pelo seu jeito de se apresentar, pelo seu andar, pela sua movimentação quando está no palco, aliás, nem parece que ela está no palco – parece que ela está pisando nas nuvens, literalmente. Eu sou suspeito porque sempre fui seu admirador, sempre fui seu fã, mas quando fiquei sabedor de um depoimento de João Gilberto registrado no encarte da coleção "História da Música Popular Brasileira", quando lhe disse, após a primeira vez em que a viu cantar: "Você é a maior cantora do Brasil"; respirei (aliviado) e mais do que convencido de que eu não era o único que pensava em Gal Costa como a maior cantora do Brasil. (Huayrãn Ribeiro)
Gal Costa por Mauro Ferreira – extraído do Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira / A voz de Gal Costa reflete no seu cristal os (des) caminhos da música brasileira nos últimos 30 anos. Se o álbum inicial – “Domingo”, LP dividido com Caetano Veloso em 1967 – retratou e fiel discípula de João Gilberto, os primeiros discos solos traduziram toda a efervescência do movimento tropicalista do qual Gal foi um dos ícones. Eles representam a fase de desbunde da época (fins dos anos 60 e começo dos 70), sintetizada com maestria no álbum duplo ao vivo “Fatal-Gal a Todo Vapor”. Um marco de 1971 e da carreira de Gal.
Depois de breve período de transição (enriquecido, em 1976, com um álbum dedicado à obra de Dorival Caymmi, quando ainda não era moda gravar songbooks no Brasil), Gal encontraria o tom popular pelas mãos e cabeça do empresário Guilherme Araújo. Assumindo uma imagem mais brejeira e carnavalesca, a cantora baiana personificaria a “Gal Tropical”. O repertório, capitaneado por frevos e marchas, fez de Gal a grande vendedora de discos que ela, até então, nunca tinha sido. Os álbuns “Gal Tropical” (1979) e “Fantasia” (1981) sã os marcos desta época. Passado o período “frevo-axé”, Gal embarcaria numa fase artisticamente menos criativa. Para manter as vendagens de seus discos em alta, ela gravaria baladas românticas de compositores populares. “Um Dia de Domingo” – parceria de Michael Sullivan e Paulo Massadas, gravada por Gal em dueto com Tim Maia – liderou as paradas ao longo de 1986 (foi lançada em fins de 1985) e confirmou a eficácia mercadológica da opção da cantora naquele momento.
Nos anos 90, já em baixa no mercado fonográfico, Gal retomaria a inquietude de seu histórico começo de carreira em álbuns sofisticados como o “Sorriso do Gato de Alice”. Mas o sucesso popular viria somente com o retrospectivo álbum “Acústico MTV”, de 1997. E Gal fecharia a década (e o século) voltando às origens bossa-novistas em álbum dedicado ao repertório de Tom Jobim. Era a reminiscência da Gracinha, a menina baiana que decidiu ser cantora ao ouvir João Gilberto.

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