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23 de jan de 2012

19 de jan de 2012

Saudades da Guanabara / Moacyr Luz




Composição: Moacyr Luz, Aldir Blanc e Paulo César Pinheiro
Eu sei
Que o meu peito é lona armada
Nostalgia não paga entrada
Circo vive é de ilusão (eu sei...)
Chorei
Com saudades da Guanabara
Refulgindo de estrelas claras
Longe dessa devastação (...e então)
Armei
Pic-nic na Mesa do Imperador
E na Vista Chinesa solucei de dor
Pelos crimes que rolam contra a liberdade
Reguei
O Salgueiro pra muda pegar outro alento
Plantei novos brotos no Engenho de Dentro
Pra alma não se atrofiar (Brasil)
Brasil, tua cara ainda é o Rio de Janeiro
Três por quatro da foto e o teu corpo inteiro
Precisa se regenerar
Eu sei
Que a cidade hoje está mudada
Santa Cruz, Zona Sul, Baixada
Vala negra no coração
Chorei
Com saudades da Guanabara
Da Lagoa de águas claras
Fui tomado de compaixão (...e então)
Passei
Pelas praias da Ilha do Governador
E subi São Conrado até o Redentor
Lá no morro Encantado eu pedi piedade
Plantei
Ramos de Laranjeiras foi meu juramento
No Flamengo, Catete, na Lapa e no Centro


Pois é pra gente respirar (Brasil)
Brasil
Tira as flechas do peito do meu Padroeiro
Que São Sebastião do Rio de Janeiro
Ainda pode se salvar

3 de jan de 2012

Sou mais um Brasileiro


Sou mais um Brasileiro

Me disseram que fiquei famoso,
Que meu nome saiu no jornal,
Logo desconfiei,
Não era na coluna social.

Procurei, achei, 
Tava bem ali,
Todo em negrito,
No protesto eu sai.

Devo, não nego,
Pago quando puder,
Logo não me apressem,
Tenham compreensão.

Sou mais um Brasileiro,
Na situação,
Sou mais Brasileiro, 
Sem emprego, e na contramão.

Hoje, vivo na rotina,
De emprego procurar,
Mas o que mais ouço,
Vaga não há. 

Vaga não há, vaga, não há.

Consegui uma entrevista,
Não souberam me explicar,
Pra maior de 35,
Vaga não há. 

Vaga não há, vaga, não há.

O que eu fazia,
Já não querem mais,
Tem um tal de robô,
Que produz muito mais.

Veio o computador,
Só pra ajudar,
Poucos ficarem mais ricos,
E a maioria, sem emprego ficar.

Não sou contra o progresso,
Quero a evolução,
Mas qual o limite,
Desta revolução.

Não entendo, 
Peço explicação,
Se só maquinas vão produzir,
Quem é que vai consumir

Vaga não há. 
Vaga não há,
Vaga, não há,
Vaga, não há...

A Moeda e o Berrante - O Menino da Porteira - Continuação da História


Para quem gosta de História que fala de Boiadeiro, Berrante, Boiada; enfim, de música sertaneja, vejam a continuação da história do Menino da Porteira:
"A Moeda e o Berrante" Autor: Marco Habib Bistene

Um menino na porteira,
Muito triste me avisou,
Não vá adiante,
Me escute por favor.

Cuidado seu moço,
Não vá ultrapassar,
Este é o limite,
É melhor voltar.

Lhe joguei uma moeda,
E sai apressado,
Nem me preocupei,
Com o final do seu recado.

Galopei um bom tempo,
Querendo logo chegar,
Quando olhei pra cima,
Senti o sangue gelar.

Um olhar profundo,
Boca a espumar,
Era um touro bravo,
Pronto a me matar.

Batia o pé,
Parecendo dizer,
Chegou a sua hora,
Você vai morrer.

(declamado)
Eis que neste instante, um
Berrante tocou, e um brilho
Prateado o touro assustou.

Ao me levantar,
Qual a minha surpresa,
Ao meu lado,
O menino da porteira.

Olhei a minha mão, aí que
Reparei, o brilho que eu vi,
Era da moeda que lhe dei.

Sem muito entender,
Quis lhe perguntar,
O menino chorando,
Começou a falar.

(declamado)
Olha aqui seu moço,
Esta é a minha missão,
Quem por aqui passar,
Tem a minha proteção.

Lhe joguei a moeda,
Novamente agradecido,
Quando olhei pra trás,
O menino tinha sumido.

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